Abre-se o panorama
Faz um tempo que cada vez mais moedas estrangeiras tomam força nos distintos mercados, não dependendo tanto das decisões tomadas pelos Estados Unidos. Esta situação refletiu-se ultimamente no comportamento dos vários países frente à crise norte-americana e às medidas que foram tomadas pelo presidente Bush e o presidente da FED.
As moedas estrangeiras não foram afetadas ainda em grande forma pela virtual recessão norte-americana, e os banqueiros da zona do euro, Japão, Australia, Brasil, India, Nova Zelandia e Noruega mantiveram suas taxas sem mudanças apesar do agressivo recorte da FED.
O que pode-se destacar é que a nível mundial já não existe a mesma vontade de seguir as mudanças realizadas pela FED, a diferença do ocorrido em 2001 (quando o presidente desta entidade era Alan Greenspan) no qual o resto das moedas internacionais estavam sujeitas às mudanças que poderia sofrer o dólar e a sua economia.
Atualmente cada país está submergido nos seus próprios problemas e as soluções se distinguem dos métodos utilizados por Estados Unidos.
Na China as autoridades do Banco Central advertiram que “seguirão com sua política monetária de contração para evitar o super-aquecimento da economia”.
O Banco Central do Brasil anunciou que “está avaliando uma mudança na sua política e subirá as taxas de juros no caso que piore o panorama da inflação”.
O presidente do Banco Central Europeu, Jean Claude Trichet disse que “a política monetária ia seguir dando prioridade ao contrôle inflacionário por cima do risco de queda do crescimento econômico”.
Os países não querem que alguém lhes diga que fazer neste panorama, e a FED está ficando cada vez mais só.